quinta-feira, 22 de março de 2012

Abril de 2011 - Aproximando a Epidemiologia do Processo de Territorialização

12/04/2011

- Indicadores que serão utilizados na territorialização:
-- Conversa com a Rose (territorialização) para tentar esclarecer o objetivo do questionário (roteiro) de entrevista com os usuários, e possibilidade de modificação do mesmo;
-- Listar os dados com base nos sistemas disponíveis no município;
-- Os indicadores serão os da linha de cuidado: Mortalidade infantil; mortalidade fetal; mortalidade materno; Indicadores de prevalência: HAS e DM (ficha A – SIAB); Incidência de dengue (casos novos 2011 – Vigilância Epidemiológica).
-- Serão trabalhados com base na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde.
- Como trabalhar com esses instrumentos no cotidiano de trabalho?
1- Como abordar as informações com as equipes no serviço?
2- Como abordar com a participação popular?
3- Análise dos componentes da informação na SMS e suas funções /importância.
4- Inserção e Articulação com Vigilâncias.


Reflexões: O momento que vivíamos, descrito aqui, chegou. Atualmente (março de 2012), temos trabalhado com os indicadores por UBS relativos ao documento chamado de Carta Compromisso. Nesse documento, a partir dos indicadores, a UBS contratualiza com o município as ações para melhoria do serviço e como consequência, melhoria dos indicadores. 
É interessante relembrar os processos vividos, até chegarmos onde estamos. Isso reflete um bom planejamento, pois visualiza os resultados à longo prazo! 

15/04/2011 
Construção do Projeto Aplicativo:
- Cada coordenadora, junto ao apoio, identificou problemas em suas unidades que poderiam ser melhorados a partir do planejamento da intervenção.
O objetivo geral ficou: Desenvolver estratégias coletivas de sensibilização e fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família no território 3.
Por quê? (justificativa):
-Por que foram identificadas dificuldades na estruturação de acolhimento e de grupos a partir da lógica da Estratégia de Saúde da Família.
-Por que há resistência de alguns profissionais, sobretudos os que atualmente trabalham em unidades básicas com PACS, em aderir ao modelo de ESF.
-Por que, com a reforma das unidades, será possível superar tradicionais queixas que “justificam” a manutenção de algumas práticas em saúde que escapam à lógica da atenção integral.
-Por que é importante esclarecer para a população as diferenças entre os modelos de atenção à saúde, instruindo-os quanto às mudanças.
-Por que é importante reavaliar as propostas de ações das equipes de PSF, envolvendo a população, já em curso.
-Por que há diretrizes da Política Nacional da Atenção Básica a respeito do atendimento preconizado a partir da lógica da ESF.
Para quê? (Objetivos específicos):
-Para integrar e potencializar as ações das unidades básicas de saúde localmente, no território (com outros serviços de saúde) e intersetorialmente.
-Para qualificar o cuidado da população, entendendo que a atenção básica é a gestora do cuidado.
-Ampliar a participação da população nas ações da UBS.
-Consolidar a gestão compartilhada nas UBS.
Como? (Método):
1. Conversa com os trabalhadores, utilizando as reuniões gerais e de equipes como dispositivos privilegiados para qualificação dos processos de trabalho a partir do modelo da ESF.
Estratégias: equipe de apoio inserido nas equipes de ESF; relatos de experiência de outros profissionais em ESF nas unidades que estão começando a operar com este modelo; organizar estratégias de tornar a reunião espaços propositivos e resolutivos.
2. Qualificação e organização de grupos (na unidade e na comunidade), utilizando dados e indicadores de atendimento da UBS como ferramenta.
Estratégia: levantamento de dados/ para qualificação dos grupos.

19/04/2011:
Discussões sobre gestão:
—  - Gestão da unidade em relação aos trabalhadores;
- Apoio/melhoria fluxo/possibilidade de negociação entre as unidades e a Gestão Central;
- Necessidade de maiores conversas entre os departamentos da secretaria municipal de saúde.

Reflexões: A gestão pública na saúde tem um jeito próprio de dizer as coisas... já estamos tinindo com esse vocabulário!

Saudipubliquês
(Lucas Bronzatto Silveira)

Então, está pactuado!
Alguém pactuou e nem se lembra mais o quê
Vai ver deve ter só combinado
Mas, sabe como é!
Quis enaltecer...
Pactuou!

E se pactuou, tá pactuado!
Podem as demandas espernearem até
(sejam elas específicas ou gerais,
coletivas ou individuais)
A gente, enquanto coletivo, não vai ceder!
Já está introjetado no nosso cognitivo
e vai ser inviável desconstruir

Devolutivas à parte,
o processo de construção foi dificultoso,
mas foi eficaz!
Não, não, foi efetivo!
Pra não restar mais dúvidas, foi eficiente!

Ah, será que isso quer dizer que funcionou?
Só avaliando pra saber!
Será formativa?
Mas com que peso?
Depende do tipo de tecnologia!
Será de forma ativa?
Só se for significativo!
E espero que seja...

Apenas por uma QUESTÃO DE ORDEM (!),
Será que estou falando bem esse tal de saudipubliquês?
Tantos atores problematizando-se entre si,
recuperando falas, articulando idéias,
tudo numa conjuntura só!

À medida que minha fala se "rebusca",
pode ser que o "tamanho do meu mundo" aumente,
como dizem por aí
Mas se eu não tomar cuidado,
ele se tornará cada vez mais só meu
(Ou só nosso...)

Já me imagino falando:
"Seu Zé, como o senhor não deambula mais,
agora o senhor se configura como uma demanda escondida,
enquanto acamado.
Nossa intervenção será uma "vedê"
que será conduzida pelo ACS,
matriciado pela equipe."
(hein?)
"Mas, claro, tudo vai depender da demanda espontânea!
O senhor sabe como é,
A gente explica, explica,
E a população não entende como funciona o serviço...
Parece que a gente fala grego!"
(só parece?)

Malditas sejam as dicotomias!
Saúde é uma coisa,
Pública é outra!

"Paidéia funcioná,
a gente vai tê que mudá
esse nosso jeito engraçado de falá!"

Março 2011 - Um viva aos Indicadores!!


02/03/2011
Conceitos Básicos de Epidemiologia, continuação:
Material estudado para a discussão disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf 
O que mais marcou:
Risco: probabilidade de ocorrência de uma doença, agravo, óbito ou condição relacionada à saúde (incluindo cura, recuperação ou melhora) em uma população ou grupo durante um período de tempo determinado. Razão entre duas grandezas NUMERADOR (pessoas acometidas)/DENOMINADOR (pessoas em estudo, avaliação). Onde N está contido em D.
Fatores de risco: atributos de um grupo da população que apresenta maior incidência de uma doença...

18/03/2011:
Apresentação Carlão sobre o Comitê de Mortalidade Materno Infantil:
- Formado no município de São Bernardo Campo em 2009;
- Pode estar na Vigilância Epidemiológica, mas o contato deve ser direto com o nível central da Secretaria da Saúde.
- É um órgão investigativo: aponta os problemas que existem.
- Diagnóstico de prematuridade não é mais considerado. Considera os fatores que levaram ao nascimento prematuro.
- Evitável: tudo, menos algumas má formações.
- Há o serviço da CASA da GESTANTE (no HMU) para gestantes de altíssimo risco.

Reflexão: É extremamente necessário que haja o fortalecimento do trabalho nas escolas com adolescentes. Propor às equipes durante a análise dos indicadores de saúde da mulher e da criança.
  • O comitê como disparador de reflexões nas equipes:

- Apontar caminhos e condições para prevenção das mortes (analisar Taxa de mortalidade por bairro);
- Na saúde suplementar: 1x/mês relatórios dos hospitais particulares e participação de representantes desses locais nas reuniões do comitê de mortalidade materno infantil.
- Vínculo do ACS com o comitê durante as visitas do Assistente Social, na investigação dos casos.
- Disponibilidade de dados dos sistemas municipais: notificação compulsória (doenças) – centralizado na Vigilância Epidemiológica; saúde do trabalhador: nela mesma; DSTs: no Centro de Especialidades Médicas; SINASC (nascidos vivos); PROGRAB.

Reflexão: Para o Projeto aplicativo:






 




19/03/2011:

Reflexões: desafio de hoje: estamos sem orientador e sem facilitador. O que está acontecendo com o curso?

Discussão sobre os indicadores do SIAB (importância pois podemos ter acesso à identidade do dado) e outros priorizados pela Secretaria Municipal de Saúde de SBC: 

Apoio na discussão: Débora Bertussi

- Mortalidade infantil:
        -- precoce;
        -- neonatal;
        -- pós neonatal.
A divisão em períodos referem a:
Parto e pré-natal: neonatal – tecnologia dura (importante nesse período).
Dignidade de viver: pós-neonatal (entra alfabetização da mãe; amamentação – Taxa de amamentação exclusiva até 4 meses ou acima de 4 meses).

Indicador é sempre uma razão para comparar com algo. O dado absoluto não diz nada!

           número de óbitos < 1 ano
   I =  --------------------------------------   x 1.000
          População < 1 ano do bairro

Ou número de óbitos neonatal (< 7 dias); (7< x < 28 dias)

Ou número de óbitos pós neonatal (>28 dias)

Ou de 1 – 2 anos

- Mortalidade Geral = tudo menos a mortalidade infantil (multiplica-se por 100.000)
- Mortalidade Proporcional = faixa etária; bloco de doença (por CID ou tempo de doenças)
- Morbidade: vários sistemas de informação dificultam esse processo...
- Cuidado às famílias que recebem Bolsa Família: são mais vulneráveis. 
- Atestado de óbito:
    --Ocorrência do óbito: é o local onde aconteceu!
    --Origem de residência da pessoa que morreu...
    --Causa do óbito no momento.
    --Origem do óbito (causa básica)

                                            Número de mortes idade fértil
- Mortalidade materna = ------------------------------------------------------ x 100.000
                                       População feminina em idade fértil (18-39 anos)

Indicações de Leitura: 


22/03/2011

Continuamos a discutir os indicadores! 

Reflexões: E se estivéssemos mais atentos durante os dias em tudo o que nos indica necessidade de repensarmos nossas ações, planejamentos, desejos, anseios? 
Seríamos guiados pela indicação do reto caminho, aquele caminho do equilíbrio. A meta sempre é a diminuição dos riscos, das vulnerabilidades da existência. Olhar para o que nos é indicado, entender e trilhar o caminho com humildade e sabedoria, sem desistências ou desânimos. Apenas SER.



Fevereiro de 2011 - Introdução à Epidemiologia.












Foto de 11/02/2011: Na entrada do CEREST.


Continuando...
Síntese do texto Considerações sobre a arte e a ciência da mudança: revolução das coisas e reforma das pessoas. O caso da Saúde – Gastão Wagner.
- mudanças nas pessoas e mudanças institucionais;
- experimentação de novos modelos de organização;
- recuperação da clínica a partir de conceitos como Clínica Ampliada;
- democratização das relações;
- contradição no exercício da democracia e socialização de saberes;
- novas posturas coletivas e das instituições;
- defesa dos direitos, em vários momentos é colocada em choque já que existem interesses contrários;
Reflexões: Quais interesses serão esses? A base é sempre o EGO, que quer se manifestar como superior a todo o custo!
(Imagem de: http://problemaconstante.blogspot.com/2011/07/ego.html em 25/01/2012) 
















- Discussões relativas às relações de trabalho - foco nos ACS;
- Olhares individualistas;
- Contexto de surgimento dos ACS no país;
- Texto bastante denso e de difícil compreensão.

18/02/2011:

Filme:
Título: E a vida continua (And the Band Played On)
Sinopse: O filme retrata os primeiros anos da  AIDS nos Estados Unidos, desde o início das mortes de homossexuais em São Francisco, de uma doença desconhecida, até a identificação do vírus HIV.
País: EUA; 1993
Diretor: Roger Spottiswoode
Duração: 141 minutos







Pontos principais da discussão:
- A ciência (os cientistas) sendo responsáveis pela investigação (Lidar com preconceitos e valores pessoais em práticas que não devem julgar ao outro).
- Falta de investimento. O investimento ocorre conforme os interesses.
- A religião como base da moral e julgamento do outro.
- Interesses pessoais na busca pela fama.
- Coisas que a população deve ou não saber.
 O limite de entendimento sobre as coisas; o reflexo em nossas ações e no modo de lidar com as coisas.
- Marisa, Eduardo relembram situações muita parecidas com a situação nas escolas quando do surto de H1N1.
- Carlão relembra em 1973 quando houve o surto de meningite (trabalhava no Hospital Emílio Ribas) que só foi liberada a vacina quando o surto chegou nas classes mais altas da sociedade.
- A construção da linha de raciocínio que leva à explicação dos dados que estão sendo levantados e averiguados.
- Desvalorização de outros profissionais conforme o contexto.
- Construção do olhar epidemiológico:IDENTIFICAR -> ANALISAR -> PLANEJAR -> INTERVIR.

Reflexão: Não devemos nos deixar influenciar pelas ambições egoístas dos outros, devemos insistir em nossos ideais e na luta para que algumas coisas possam ser diferentes. A ciência não é imparcial, e não é apenas nela que devemos consolidar nossas verdades. A ciência é parte de um todo, é uma das diversas formas de manifestação do conhecimento e para tornar-se sabedoria, deve ser aplicada para o bom desenvolvimento da sociedade, sem interesses, sem partidarismos ou segregações.


Continuando a pensar o Projeto de Intervenção:  
TEMA: Gestão dos Serviços de Saúde e Revisão dos Processos de Trabalho.
• A partir do texto olhamos para o território e o levantamento de dados;
• Necessário profundar as noções de epidemiologia;

22/02/11
Pontos principais da INTRODUÇÃO A EPIDEMIOLOGIA:
Conceito: frequência do fenômeno e sua distribuição no tempo.
Determinante – causa da doença (o estabelecimento desses determinantes é a possibilidade de avaliar o risco que se corre.)
Indicador – representação de variável sujeita à verificação. Há aqueles historicamente construídos. Há aqueles que se encaminham na consolidação.

Reflexão: Momento de estudo extremamente relevante. A compreensão mais aprofundada sobre a importância da epidemiologia no contexto da saúde pública. Aqui indicadores que estamos trabalhando atualmente pelo PMAQ e do Pacto para melhoria da atenção básica. 
Necessidade de acessar os INDICADORES do PACTO e qualificar a discussão sobre as metas junto às equipes de ESF acompanhadas. (Disponível em: http://www.saude.am.gov.br/docs/pacto/INSTRUTIVO_DA_PACTUACAO_UNIFICADA_2010_2011.pdf).

Janeiro 2011: Sínteses e o calor do verão!

Enquanto o Sol raiava nas tardes de terças-feiras, o grupo relaxou um pouco e sintetizou as discussões até então. 


Leitura do texto de Emerson Elias Merhy: Como fatiar um usuário? 

Trechos que chamaram mais atenção no texto: "Vendo sua forma de organização profissional construída no século anterior sendo questionada por sua baixa efetividade, isto é, por ser cara e pouco resolutiva diante do mundo das necessidades de saúde individuais e coletivas; por sua baixa capacidade de entender o mundo das necessidades como muito mais amplo do que a simples existência humana como um corpo biológico, ou mesmo, de se relacionar com indivíduos ou coletivos de usuários também como ricos universos subjetivos; acrescida de uma forma de organização de sua prática profissional muito corporativa com dificuldade de atuar multiprofissionalmente em eixos de saberes multidisciplinares. A medicina do século XX entrou no XXI intensamente interrogada.
Constituir caminhos para novos paradigmas é superar a noção de objeto da ação dos trabalhadores de saúde, que não pode mais ser visto, a priori, como o corpo biológico e a doença instalada nele. Nós, os usuários, enquanto portadores e fabricantes das necessidades de saúde somos mais complexos, somos modos qualitativos de viver a vida, somos coletivos expos tos a riscos, somos necessitados de relações de encontros vinculantes e acolhedores , somos tensões entre autonomia e heteronomia para andar a vida, somos desejantes , somos também corpos biológicos."

Dezembro de 2010 - Mais a fundo em PTS

    Para aprofundar o método de estruturação do PTS usamos como base o Capítulo 3 - Uma Proposta de Operacionalização do Projeto Terapêutico Singular: a produção intersubjetiva na gestão e no planejamento da clínica, da tese de Mestrado de Gustavo Nunes De Oliveira, O PROJETO TERAPÊUTICO COMO CONTRIBUIÇÃO PARA A MUDANÇA DAS PRÁTICAS DE SAÚDE.
01/12/2010

    No texto o autor dá exemplos de PTS coletivo, como por exemplo o planejamento dos grupos que existem nas unidades, onde o usuário tem autonomia para envolvimento nas discussões abordadas. 
    No roteiro estruturado para discussão Projeto Terapêutico Singular Individual salienta que é de grande importância que as informações colhidas sejam detalhadas e sugere um roteiro estruturado para isso, a partir dos seguinte pontos:
- Identificação completa do usuário; 
- Localização territorial e elementos do território relevantes;
- Arranjo familiar/ Representação gráfica, queixa/ situação/ demanda com histórico relevante resumido; Ações clínicas já realizadas; 
- Ações das vulnerabilidades; 
- Pactuação dos objetivos no caso; 
- Propostas de intervenção com cronograma e responsáveis; Definição do profissional de referência do caso; 
- Definição de periodicidade de discussão do caso.

Reflexões: Essa discussão foi uma das mais produtivas e aprofundadas que realizamos ao longo do curso. O autor clareia a metodologia de construção do PTS individual e coletivo, qualificando a forma de análise dos fatores de vulnerabilidade. Fatores esse que muitas vezes aparecem “dispersos” nas discussões de caso.

Essa discussão se realizou em dezembro de 2010... faz mais de 1 ano, e apenas agora consigo visualizar essa discussão como ferramenta de trabalho com as equipes. Passamos por muitos momentos de foco na atuação institucional... após divergências internas e externas, temos nos aproximado do apoio matricial, dando significado a utilização dessa ferramenta no dia-a-dia do trabalho.

Sobre a estrutura do Curso:
Discutimos o problema da desorganização do grupo de especialização:
- pessoas que estão faltando nos encontros;
- dificuldades de dar continuidade às discussões;
Propostas para melhorar nossa organização:
- colar cartaz na parede (como uma lousa) para acordos e as questões de aprendizagem;
- pensar em momentos no mês para trabalhar os registros individuais das discussões;
- retomar os “30 minutos” para finalizar a síntese de discussão diária e acordos finais.


10/12/10
Retomada da síntese dos meses de AGOSTO: Texto Viver é perigoso.
- Qual a concepção de saúde/doença?
- Como fazer uma escuta qualificada?
- Como sensibilizar os trabalhadores para realiza-la?
- Como a territorialização potencializa isso?

Reflexões: A concepção e saúde/doença também é determinada pelo modelo médico centrado de gestão dos processos. O PTS pode servir como instrumento para questionar o modelo médico centrado em que os serviços de saúde estão tão acostumados a se moldarem. 
Na verdade poderíamos extrapolar dizendo que normalmente o dia-a-dia segue um padrão centralizador de processos e decisões. A questão, no entanto, é que as ações seguem sem que haja uma clareza geral de qual é o objetivo coletivo de tudo o que se faz...
No caso do PTS fica mais claro, já que todos planejam para a melhoria da situação de vida do indivíduo/comunidade.

Filme disparador: 
Gênero: AnimaçãoDiretor: Márcio RamosDuração: 9 min. Ano: 2006     
Sinopse: Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.

Pontos relevantes da discussão:
- Retrata situações muito parecidas com a narrativa que discutimos mês passado.
- Eduardo: o papel do ACS levando possibilidades de mudança dos “ciclos das Marias”.
- Criação da expectativa de que uma intervenção EXTERNA mude a vida de uma pessoa.
- Mudanças radicais e não simples: mudanças que envolvem comportamentos e sentimentos.
- Política pública de como chegar nessas mulheres. Acesso à quase nada... dar possibilidades de mudança... Bolsa Família.
- O papel da educação nesse processo.
- A situação é escolha?

Reflexão: Será que não vivemos assim em nenhum aspecto? O quanto do que realmente somos está encoberto por relatividades humanas e formas pré-definidas de ser, nos envolvendo de incapacidades e desmotivações? Maria é luz, é e sempre será força de transformação... acreditemos nela sempre! 
E nessa força, continuarmos no trabalho da transformação e da busca pela igualdade de direitos e deveres em nosso país, em nossas ações, em nossos corações! 

Disparador: Texto de Gastão Wagner de Souza Campos. Capítulo 1: Considerações sobre a arte e a ciência da mudança: revolução das coisas e reforma das pessoas. O caso da saúde. In: Cecilio, Luiz Carlos de Oliveira. Inventando a mudança na saúde. São Paulo, HUCITEC, 1994. p.29-87. (Saúde em Debate. Serie Didática, 76, 3). 

Pontos relevantes da discussão: 
- Censo comum;
- dureza contra a mudança;
- desejo de mudança;
- debruçar sobre as experiências do passado: PESSOAS <- RELAÇÕES -> ESTRUTURAS

Questão extraída do texto: “Na vigência real de todos esses impasses, alguém ainda acreditaria nas possibilidades de mudanças, de reformas, ou de revoluções, com sentido humano e democrático?”.
- Sandra: “As mudanças são devagar, mas estão acontecendo.”.

Reflexão: Desejar e lutar para que as mudanças aconteçam é imprescindível. Acalmemos a ansiedade que permeia nossas ações, de forma a não gerar enormes expectativas. Se fizermos o que deve ser feito, com a certeza de que juntos conseguiremos essas transformações, não haverá limite. O respeito que devemos ter uns para com os outros sempre deverá superar essas ansiedades!

11/12/10

Discussão sobre o Projeto de Intervenção:
- Várias pessoas do grupo 3 disseram da necessidade de mudanças nas pessoas e nas relações entre elas.

Reflexões: Conseguiremos elaborar algum projeto de intervenção pontual nesse nível?

Pontos iniciais a serem pensados para o Projeto Aplicativo:
- melhorar comunicação; relação com a gestão; sentidos do trabalho: O EIXO NORTEADOR É A TERRITORIALIZAÇÃO.
FERRAMENTA: potencializar os espaços das reuniões gerais.
OBJETIVO: fortalecer espaços de co-gestão e co-responsabilidades.
*Pensar na estrutura de gestão da secretaria para participação nesses espaços (reunião geral) extra A.B. (estabelecer conversas).
*”Sair do Micro e pensar mais em mudanças macro -> estrutura.”